abril 23, 2017

Ídolo da Jovem Guarda Jerry Adriani morre aos 70 anos

Jerry Adriani em foto de 29/10/2012 (Foto: Divulgação)

O cantor Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, morreu às 15h30 deste domingo (23), aos 70 anos, no Rio. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Ícone da Jovem Guarda, Jair Alves de Souza nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo.
Adotou o nome artístico de Jerry Adriani quando começou sua carreira como cantor, em 1964. O primeiro disco foi "Italianíssimo", quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira.
Em 1965, o cantor passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco "Um grande amor".

Carreira na TV e no cinema

Também na década de 1960, Jerry virou apresentador do programa “Excelsior a Go Go”, da TV Excelsior. O programa coapresentado por Luiz Aguiar era um musical com apresentações de artistas como Os Vips, Os Incríveis e Cidinha Santos.

Outro programa musical que ele comandou foi "A grande parada", no ar pela TV Tupi em 1967 e 1968. Ele era um dos apresentadores ao lado de Neyde Aparecida, Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marilia Pera.
Além da TV, Jerry se aventurou pelo cinema. Ele cantou e atuou em “Essa gatinha a minha” (com Peri Ribeiro e Anik Malvil); “Jerry, A grande parada”; e “Jerry em busca do tesouro” (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Parceria com Raul Seixas

Jerry Adriani também aproveitou de sua fama para dar apoio a novos artistas. Ele, por exemplo, foi um dos primeiros a incentivar um então pouco conhecido Raul Seixas.
Raulzito e os Panteras atuaram como banda de apoio de Jerry por três anos. O cantor gravou músicas de Raul (”Tudo que é bom dura pouco”, “Tarde demais” e “Doce doce amor”) e foi produzido pelo maluco beleza entre 1969 e 1971.

Depois da TV e do cinema, Jerry tentou a sorte no teatro. Em 1975, participou do musical “Brazilian Follies”, tendo ficado um ano e meio em cartaz.
Após essa experiência, ele seguiu fazendo shows e gravando discos. Em 1985, lançou "Tempos Felizes", com regravações dos tempos de Jovem Guarda.

No inicio da década de 1990, Jerry se dedicou a um disco sobre as origens do rock, com o nome "Elvis Vive". Em 1994, participou da novela “74.5 uma onda no ar”, exibida pela TV Manchete. Um ano depois, fez shows para comemorar os 30 anos da Jovem Gurda e participou como convidado especial de uma coletânea do estilo.
Em 1996, voltou à música italiana, com o disco CD “IO”. Em 1997, teve duas músicas em trilhas de novelas da Globo. "Engenho" fez parte da trilha de "A indomada", e “Con te partiró", dueto com a italiana Mafalda Minnozzi, foi parar na trilha de "Zazá".

Versões de Legião Urbana

Também na década de 1990, saiu o disco "Forza Sempre" (1999). O trabalho tinha apenas músicas da Legião Urbana regravadas em italiano.

Foi um dos maiores sucessos da carreira de Jerry Adriani desde os tempos da Jovem Guarda. De acordo com o site oficial do cantor, bateu a marca de 200 mil cópias. De quebra, "Santa Luccia Luntana" foi bastante tocada na novela "Terra Nostra".
O primeiro DVD da carreira foi gravado em 2007, no Canecão, no Rio. “Jerry Adriani Acústico Ao Vivo” trouxe sucessos e inéditas em formato acústico. Em 2011, lançou o CD “Pop, Jerry & Rock”, incluindo homenagem para Raul Seixas e Tim Maia na música “2012”. A ideia de cantar outros ícones da músicas brasileira e do rock rendeu ainda o show “Jerry toca Raul & Elvis”.




Fonte:Informações G1

abril 08, 2017

O que é que, afinal, havia nessa tal de Jovem Guarda?


Alienados, superficiais, infantis, acéfalos, donos de uma capacidade ímpar de hipnotizar as massas com truques, gestos e canções ingênuas que desviavam o foco do combate contra os militares para o comércio milionário de uma inconveniente felicidade juvenil. Quem eram eles?, perguntavam Elis Regina, Geraldo Vandré, Edu Lobo, Gilberto Gil, MPB 4, Ronaldo Bôscoli, os críticos e os jovens universitários. Como se atreviam a tomar de assalto os espaços mais nobres da TV, do rádio e dos jornais em tempos de guerra? O que é que, afinal, havia nessa tal de Jovem Guarda?

As perguntas duraram um pouco mais de 50 anos para começar a ser respondidas. A vitrine maior era o próprio programa que deu nome ao momento: Jovem Guarda. Seus apresentadores: Wanderléa, Erasmo e Roberto Carlos. “Existia o purismo do pessoal da MPB e nós lá, chegando com guitarras, equipamentos de som novos, fazendo uma revolução que começava dentro das casas. Fomos muito contestados”, diz Wanderléa, principal mulher daquela cena e que, exatamente por essa condição, viveu mais batalhas do que seus pares. “Se fôssemos realmente tão irrelevantes quanto diziam, não teríamos tomado conta do País.”

Hoje, ela fala. Absolvida dos pecados que poderia ter cometido aos olhos da patrulha da esquerda, apontada por Ronnie Von como tão cruel quanto a própria censura da direita, Wanderléa está prestes a lançar um livro de memórias, escrito com a colaboração do jornalista Renato Vieira, e é estrela de um musical em formato de documentário chamado 60! Década de Arromba, com estreia no dia 10 de abril, no Theatro Net, depois de uma temporada de cinco meses no Rio de Janeiro.

A era das revisitações às jovens tardes de domingo compreendidas entre 1965 e 1968, época de duração do avassalador Jovem Guarda, tem encorajado personagens ligados diretamente ou indiretamente ao cenário a visitar suas recordações. Jerry Adriani, que fez 70 anos em 29 de janeiro e, no momento, se recupera de uma trombose nas pernas, prepara sua autobiografia, em colaboração com o pesquisador Marcelo Fróes, para sair até o final do ano. Paulo Cesar de Araújo, o biógrafo proibido de Roberto Carlos, está prestes a entregar à editora um novo livro sobre o cantor para ser lançado no segundo semestre. E um belo documentário, Jovem Aos 50, dirigido por Sergio Baldassarini Junior e narrado por Milton Gonçalves, segue em cartaz.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




Fonte:istoe.com.br

março 31, 2017

Web Rádio Épocas nosso Player no seu blog !


Quer ter os grandes sucessos do passado tocando no seu blog ?
Disponibilizamos nosso Player para você colocar no seu blog de forma simples e sem complicações, olha como é facíl.

Copie todo código abaixo, agora no Blogger entre em Layout e clique em adicionar Gadget, na janela que abrir você clica em:

HTML/JavaScript HTML/JavaScript
Adicionar funcionalidade de terceiros ou outro código a seu blog.

Agora com o lado direito do mouse clique na parte branca e em colar, e salve.

Pronto, seu blog vai estar tocando 24 horas os grandes sucessos do passado e com hora certa para seus seguidores.

Copie todo o código abaixo :

<script type="text/javascript" src="https://hosted.muses.org/mrp.js"></script>
<script type="text/javascript">
MRP.insert({
'url':'http://stm13.srvstm.com:8380/;',
'codec':'aac',
'volume':100,
'autoplay':true,
'forceHTML5':true,
'jsevents':false,
'buffering':0,
'title':'Web Radio Epocas',
'wmode':'transparent',
'skin':'cassette',
'width':200,
'height':120
});
</script>

março 24, 2017

Filme: Jovem aos 50 - A história de meio século da Jovem Guarda


No dia 22 de Agosto de 1965, entrava no ar pela primeira vez um programa de jovens cantores que iria revolucionar a moda, os costumes, a forma de agir e de falar de toda uma geração. E que alcançaria índices de audiência jamais repetidos na TV brasileira. Com depoimentos de mais de 50 artistas que se destacaram nessa época, o filme intercala imagens de programas e filmes da época.


JOVEM AOS 50 - A HISTÓRIA DE MEIO SÉCULO DA... por cineclick

março 17, 2017

Da infância à Jovem Guarda, Roberto Carlos começa a virar filme


O filme sobre Roberto Carlos começou a ser produzido. Aos 75 anos, o artista faz encontros em sua casa com o diretor Breno Silveira e equipe para contar passagens de sua vida que poucos conhecem. O longa, ainda sem previsão de estreia, vai começar nos anos de infância de Roberto e seguir até a saída do artista do programa Jovem Guarda, em 1968, quando segue para o Festival de San Remo, na Itália, e volta pronto para estrear sua carreira mais alinhada com a soul music e as canções românticas.

Breno conta com a ajuda de Nelson Motta para criar o roteiro. Um recurso a ser usado será a voz do próprio Roberto cantando a capela para narrar alguns episódios. “A sensação nesses encontros que estamos é de que ele vai abrir o coração mesmo”, diz Breno Silveira.

Ele não confirma a informação de que Roberto irá incluir ou deixar de fora temas delicados que estiveram na biografia de Paulo Cesar de Araújo, proibida de circular há 10 anos. O acidente do trem na infância, que o fez perder parte da perna direita, é um dos mais sensíveis.

Se a história deve ser contada, que seja por seu protagonista. Afinal, é ele, e mais ninguém, o dono das próprias lembranças. Não exatamente com essas palavras, mas com esse mesmo teor, Roberto Carlos defendeu sua postura contrária às biografias não autorizadas em 2014. Criou assim um fuzuê generalizado, iniciado mais precisamente há dez anos, quando o artista entrou na Justiça para tirar de circulação o livro Roberto Carlos em Detalhes, de Paulo Cesar de Araújo, e finalizado em 2015, no tribunal mais alto do País, o STF. A decisão favorável às publicações sem autorização abriu a porteira para as editoras, empolgou biógrafos, mas nunca mudou as ideias de Roberto Carlos.

Canções para mim

Se a história deve ser contada, uma delas será por seu protagonista. Roberto está em processo de revisionismo da própria vida, abrindo gavetas da memória, algumas mais pesadas, e narrando episódios até então desconhecidos para o cineasta Breno Silveira e o jornalista e produtor Nelson Motta. É o início do que deve se tornar uma produção cinematográfica das mais aguardadas do cinema nacional dos últimos tempos. A vida de Roberto, que já prometeu escrever também uma biografia, será contada por ele mesmo em um filme dirigido pelo homem que quebrou recordes de bilheteria com Dois Filhos de Francisco, de 2005, e que desenvolveu a trama de À Beira do Caminho, de 2012, a partir das canções de Roberto.

A linha de produção está na primeira etapa. Depois de decidirem o roteiro, com as passagens de Roberto devidamente colhidas, os produtores começam a garimpar os atores. Silveira, até agora, sentou-se por três vezes com Roberto. “Foram três encontros bem longos até agora.” Uma primeira informação divulgada pela imprensa, não confirmada pela direção, de que o cantor estaria falando sobre o acidente de trem na infância, que sacrificou parte de sua perna direita, teve uma péssima repercussão entre o artista e os produtores. Agora, todos tomam muito cuidado quando se pronunciam. E muitos, apenas sob anonimato. “Vai ser sobre a juventude de Roberto”, diz um deles.

O recorte adotado pelo cineasta será da infância de Roberto, na cidade capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, até o final da Jovem Guarda. Há muita vida depois do fim das jovens tardes de domingo, com a fase soul dos anos 1970, a romântica dos 80 e a religiosa dos 90, mas nada será aproveitado. As fases deixadas de fora suscitam a hipótese de que haja uma ou duas continuações, mas nada é confirmado.

O tom do filme não será de uma cinebiografia convencional. Algumas cenas terão como narrativa a voz de Roberto cantando a capela canções que explicam por si só sua vida, uma prova de que sua biografia está escrita há anos pelas suas próprias canções. Gente ligada à equipe de produção conta que o recurso da narração feita pelo próprio artista está sendo pensado para arrepiar o espectador.

As memórias de Roberto estão indo a recantos da alma que seu público não conhece. “Ele contou coisas incríveis, passagens que nem imaginávamos que havia vivido”, confirma Breno Silveira.

Outros jovem-guardistas

Seu amigo, Erasmo Carlos, deve ter a vida contada nas telas mais cedo. Em fase final de produção, Minha Fama de Mau (baseado em seu livro de memórias) tem previsão de estreia para o segundo semestre. A direção é de Lui Faria e o ator Chay Suede é quem faz o papel de Tremendão. Wanderléa, a terceira integrante no time de apresentadores do programa Jovem Guarda, também terá sua vida passada a limpo por ela mesma e pelo jornalista Renato Vieira em um livro biográfico que está sendo finalizado. Do mesmo período, Eduardo Araújo lançou recentemente sua autobiografia, Pelos Caminhos do Rock, e Jerry Adriani prepara um livro de memórias para este ano, quando comemora 70 anos de idade.




As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

março 13, 2017

Três shows para matar as saudades da Jovem Guarda

Leno e Lilian: sucessos da jovem guarda (Stéferson Faria/Divulgação)

Sucesso nos anos 60, a dupla Leno e Lilian, Renato & Seus Blue Caps e o cantor Luiz Vieira fazem shows na cidade esta semana.

Leno e Lilian. Depois de treze anos sem se apresentar no Rio, a dupla, reunida em 2015 para celebrar os cinquenta anos da jovem guarda, passeia por sucessos dos anos 60 como Pobre Menina, Eu Não Sabia que Você Existia e Devolva-me, gravada mais tarde por Adriana Calcanhotto.

Imperator. Rua Dias da Cruz, 170, Méier. Quarta (15), 16h. R$ 40,00.

Renato & Seus Blue Caps. Veterano do rock, o grupo formado por Renato Barros e seus amigos em Piedade promete uma festa de arromba para comemorar 58 anos de carreira. No repertório, canções que fizeram sucesso na década de 70, a exemplo de Menina Linda.

Teatro Bradesco. Avenida das Américas, 3900, Barra (VillageMall). Quinta (16), 21h. R$ 160,00 (frisa e balcão nobre) a R$ 280,00 (plateia baixa).

Luiz Vieira. Estrela do rádio, o cantor nascido em Pernambuco, com quase sete décadas de carreira, relembra temas como Prelúdio para Ninar Gente Grande (Menino Passarinho), ao lado de convidados do naipe de Agnaldo Timóteo, Zezé Motta, Márcio Gomes, Ellen de Lima e Luciene Franco.

Theatro Net Rio. Rua Siqueira Campos, 143, Copacabana. Quarta (15), 16h. R$ 80,00.




Fonte:vejario.abril.com.br


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Blogger Templates