abril 10, 2018

The Fevers, Pholhas e Fernandes Mendes apresentam clássicos da Jovem Guarda em show beneficente

The Fevers é uma das atrações da noite solidária. Foto: The Fevers/Divulgação

Apresentação será no Classic Hall, em Olinda, e a renda revertida para o Hospital do Câncer

A Jovem Guarda surgiu em meados da década de 1960, mas alguns artistas que fizeram parte desse movimento cultural ainda estão em atividade até os dias de hoje. The Fevers, Pholhas e Fernando Mendes são alguns desses nomes. Eles se apresentam neste sábado, 14 de abril, a partir das 22h, no Classic Hall (Avenida Agamenon Magalhães, S/N, Salgadinho, Olinda). O show será beneficente e terá toda a renda revertida para o Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP), localizado no bairro de Santo Amaro. Os ingressos custam a partir de R$ 40 e estão à venda na bilheteria da casa de shows.

Na apresentação, não devem faltar clássicos das bandas, como Mar de rosas (The Fevers), Vem me ajudar (The Fevers), e My mistake (Pholhas). Formada no Rio de Janeiro em 1964, The Fevers também fez sucesso na década de 1970, vindo se consagrar nos anos 1980 compondo as aberturas das novelas globais como Elas por elas (1982) e Guerra dos sexos (1984). Já o grupo paulista Pholhas, também da época, começou fazendo covers de bandas norte-americanas e inglesas, posteriormente passando a compor em inglês.

Completando o time de atrações da noite, o mineiro Fernando Mendes apresentará clássicos como Cadeira de rodas, música que o tornou famoso por constantes execuções nas rádios brasileiras. A Jovem Guarda, que compõe a programação do evento, surgiu no sudeste do país durante os anos 1960. O movimento musical foi criado pela TV Record para dar um novo fôlego na música jovem do país, importando o estilo sonoro e estético das bandas de rock internacionais da época, como The Beatles e Rolling Stones.

SERVIÇO
The Fevers, Pholhas e Fernando Mendes
Quando: Sábado (14), a partir das 22h
Onde: Classic Hall (Av. Agamenon Magalhães, s/n, no bairro de Salgadinho, em Olinda) 
Quanto: a partir de R$ 40, à venda na bilheteria do Classic Hall
Informações: 3427.7500



Fonte:diariodepernambuco.com.br

abril 08, 2018

São José do Rio Preto - SP O primeiro show do quase rei Roberto Carlos


Em 1965, ainda desconhecido, Roberto Carlos apresentou-se em Rio Preto em um show com público pífio. No ano seguinte, já famoso pelo programa Jovem Guarda, arrastou multidão ao Automóvel Clube


Corria o ano de 1965. A cidade convivia pacificamente com o regime militar, depois das primeiras horas de abril de 1964, quando houve prisões e cassações de vereadores e professores. No começo do ano, aparece por aqui um cantor magricela, pilotando o seu próprio fusquinha: Roberto Carlos. Ele e apenas o baterista Dedé fizeram um show para muito poucos no Sindicato dos Bancários (que ficava em cima do Cine Rio Preto).


O radialista Roberto Toledo apresentou o show e se lembra bem dele cantando a música "Brucutu". "Eu fiquei sentado no chão e realmente só tinha um gato pingado", diz Toledo. Entre os poucos espectadores estava o advogado rio-pretense Wilmar Cannizza, que se encantou com o cantor. Roberto ainda era um "quase ninguém". Tanto, que nenhum dos cinco jornais que circulavam na cidade diariamente deu a notícia de sua apresentação.


Cannizza levou Roberto para sua casa e ali começou uma grande amizade. Roberto almoçou entre seus familiares e tirou muitas fotos (o álbum foi entregue recentemente ao cantor pelo empresário Dedé Messici, após a morte do advogado). Cannizza prometeu divulgar o cantor por toda a região. Tentou, sem sucesso, uma apresentação no Automóvel Clube, que era naquela época o maior local de shows na cidade.

Em agosto do mesmo ano, a TV Record parou de transmitir jogos de futebol ao vivo na TV aos domingos. Para tapar o buraco, foi criado um programa de auditório chamado de "Jovem Guarda", que logo virou febre em todo Brasil. No comando, o mesmo Roberto Carlos. Cannizza ia semanalmente pra São Paulo e aparece muitas vezes nas imagens do programa.

No ano seguinte, o Automóvel Clube, sob a batuta do diretor social, o médico Roquette Lima, apresenta toda semana o "Show da meia-noite", trazendo os maiores artistas de nosso País. Roquette e toda diretoria querem agora, de todas as formas, trazer o "maior cantor da juventude brasileira". Foram meses de negociação com o empresário de Roberto, Marcos Lázaro, considerado um dos introdutores do conceito show biz no Brasil.





O ano já estava terminando e nada de Roberto. Então, finalmente, em 6 de dezembro de 1966, após um telefonema de Cannizza para o amigo, Roberto se apresenta com o seu quarteto no show da meia-noite. Foi um estrondo medonho, com gente caindo pelo ladrão. O Diário deu até matéria de capa. As objetivas da Jotacê Filmes, de Jaime Colagiovanni, registraram o espetáculo, que teve a apresentação do jornalista Amaury Jr.


Canniza estava lá, é claro, e aparece no filme de camisa branca e óculos escuros, bem atrás da mesa de Amaury e Roquette. Roberto ganhou um dos maiores cachês já pagos a artistas em nossa cidade, só superado em 1970, pelo do cantor britânico Malcon Roberts (que ganhou o FIC-Festival Internacional da Canção de 1969), no aniversário de 50 anos do clube. Mas aí já é outra história...



Fonte:www.diariodaregiao.com.br

abril 06, 2018

Golden Boys celebra 60 anos em Curitiba-PR

Golden Boys realizam turnê para comemorar seus 60 anos de carreira. (Foto: Foto: Divulgação)

Reconhecida como um dos maiores ícones do movimento Jovem Guarda no Brasil, a banda Golden Boys está com reencontro confirmado com o público paranaense. Com realização da Prime, o grupo carioca chega a Curitiba no próximo dia 04 de maio com a turnê comemorativa aos 60 anos de carreira que será uma verdadeira viagem no tempo no palco do Teatro Guaíra (R: Conselheiro Laurindo, s/n) às 21h15.

Os meninos dourados, Ronaldo, Renato e Mario Correa, continuam fazendo shows animados por todo o Brasil com casas lotadas cantando grandes sucessos que emocionam não só fãs da época como também um público jovem herdeiro do gosto musical. Quem nunca ouviu Alguém na Multidão, Pensando Nela, “Erva Venenosa”, “Mágoa”, “Ai de Mim”, “O Cabeção”, “Fumacê”, entre outros sucessos. Em sua discografia, o grupo lançou mais de 40 discos dentre originais, coletâneas e participações em discos de renomados artistas. Eles chegam na cidade acompanhados dos violões dos sobrinhos e filhos Beto Filho e Bruno Galvão.

Sobre os Golden Boys

Dona Nazareth e Seu Moacyr não podiam imaginar que daquelas tardes de crianças brincando de cantar, nasceriam os Golden Boys, mais tarde o Trio Esperança e a Evinha. Pais de uma família de sete filhos e todos com o jeito para canto. Das reuniões familiares sempre se ouvia uma voz a cantarolar e era o que bastava para a festa estar formada.



Em 1958 os três irmãos Roberto, Renato e Ronaldo Corrêa com o amigo Valdir, que acabou virando “o primo”, formaram um quarteto vocal para se apresentarem em uma festa da escola. Eles precisavam arranjar dinheiro para comprar um violão e ajudar na distribuição das vozes do quarteto. Decidiram então se inscrever para um programa de calouros visando o prêmio em dinheiro. Resultado: os meninos não só ganharam o primeiro lugar acumulado como também ganharam convite para participar do núcleo profissional do programa, além de um teste na gravadora Copacabana Discos, que resultou em um contrato e posterior convite para participar de um filme estrelado por Dercy Gonçalves - “Cala a boca, Etelvina”. Outra parceria logo conquistada foi com a TV Tupi, onde fizeram participação musical na maior companhia de teatro de revista da América do Sul, do empresário e produtor Walter Pinto, com o espetáculo “Tem Bububú no Bobobó”. Foi assim que tudo começou. Veio a Jovem Guarda e aquela família sempre reunida fazia a imagem verdadeira do povo brasileiro: jeito humilde, quieto e muito talento.



Mais tarde, já adultos, os Golden Boys  ousaram voos mais altos. Gravaram muitas trilhas de novelas, vinhetas e prefixos de programas para rádio e TV. Nos Festivais da canção, atuaram diversas vezes, aqui e no exterior, sempre com destaque. Quem não se lembra de Andança? Defendida por eles e uma cantora que dali se tornaria um dos maiores nomes da mpb – a querida Beth Carvalho. No final de 2001, Roberto, Renato e Ronaldo, estiveram na Europa a convite das irmãs, fazendo shows na França e na Suíça, o sucesso alcançado foi surpresa até mesmo para eles pelo fato de estarem cantando em português para um público local.



No final de 2002, participaram da gravação do especial acústico para a TV, CD e DVD do Jorge Benjor e em 2005, integram o elenco vitorioso do show, CD e DVD que comemora as 04 décadas da Jovem Guarda, “40 anos de rock Brasil – Jovem Guarda” formado por Erasmo Carlos, Wanderléa, Golden Boys e Fevers, elenco esse reunido e produzido por José Carlos Marinho.



SERVIÇO:
GOLDEN BOYS – Tour 60 anos 
Quando: 04 de maio de 2018 (Sexta)
Local: Teatro Guaíra - Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (R: Conselheiro Laurindo, s/n)
Horários:  Abertura do Teatro:  20h15 / Início do show: 21h15
Duração do show: cerca de 90min
Ingressos: variam de R$50,00 (meia-entrada) a R$226,00 (inteira), de acordo com o setor.
Plateia Premium - R$226,00 (inteira) e R$116,00 (meia-entrada);
Plateia A - R$206,00 (inteira) e R$106,00 (meia-entrada);
Plateia B - R$186,00 (inteira) e R$96,00 (meia-entrada);
1º Balcão A- R$166,00 (inteira) e R$86,00 (meia-entrada);
1º Balcão B - R$146,00 (inteira) e R$76,00 (meia-entrada);
2º Balcão A - R$114,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada);
2º Balcão B - R$94,00 (inteira) e R$50,00 (meia-entrada).

A meia-entrada é para estudantes, maiores de 60 anos, professores, doadores de sangue, portadores de necessidades especiais (PNE) e de câncer.

Portadores do cartão fidelidade Disk Ingressos possuem 20% de desconto na compra de até dois bilhetes por titular.
PROMO 1+1 – Na compra de 1 ingresso inteiro, o cliente ganha outro no mesmo setor.

Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei.
***Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.
****Já está incluso o valor de R$6,00 de acréscimo por bilhete referente à taxa de administração Disk Ingressos.
É obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição do beneficiário, na compra do ingresso e na entrada do teatro.

Forma de Pagamento: Dinheiros e cartões de crédito/débito Visa e Mastercard.

Pontos de Venda: Disk Ingressos (Loja Palladium - de segunda a sexta, das 11h às 23h, aos sábados, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h, -  e quiosques instalados nos shoppings Mueller, Estação e São José - de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h), Call-center Disk Ingressos (41) 33150808 (de segunda a sexta, das 9h às 22h, e aos domingos, das 9h às 18h), na bilheteria do teatro Positivo (de segunda a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 18h), na bilheteria do teatro Guaíra (de terça a sábado, das 12h às 21h)  e pelo portal www.diskingressos.com.br., na bilheteria do teatro (de terça a sábado, das 12 às 21 horas) e também pelo site

(www.ingressos.tguaira.pr.gov.br/bilheteria/vendainternet).
**Entrega em domicílio com taxa de entrega.
Classificação etária: livre
Informações p/ o público: 41) 33150808 / 3304-7953 / www.maisumadaprime.com.br
Realização: Prime


Fonte:bemperana.com.br

março 27, 2018

Disco O Inimitável, de Roberto Carlos, faz 50 anos

Lançado há exatas cinco décadas, disco O Inimitável marcou
guinada na carreira do artista


Todo grande artista com carreira longeva que se preze sempre tem um álbum de transição em sua trajetória. É aquele trabalho que rompe de forma visceral com tudo que ele criou até então, um divisor de águas que irá apontar nova direção em sua lida artística. Há exemplos clássicos que você está careca de saber. Quer ver?

Em 1967, atestando maturidade não apenas estética e criativa, mas de comportamento, os Beatles lançaram Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e deu no que deu, ou seja, um dos álbuns mais importantes de todos os tempos. Dois anos mais cedo, 1965, o bardo Bob Dylan, numa de suas várias metamorfoses, atiçou a fúria do mundo folk e de seus fãs de música de protesto ao gravar o semielétrico Bringing It All Back Home.

Foto capa do disco O Inimitavel

Em 1970, bem antes de virar o muçulmano Yusuf Islam, Cat Stevens, depois de quase sucumbir à tuberculose um ano antes, abandona o estilo de astro teen que ostentava nos anos 60 para abraçar uma carreira marcada por intimismo e espiritualidade. Lançou o meditativo Mona Bone Jakon. O resto é história.

O disco de transição do rei Roberto Carlos é O Inimitável, de 1968, que dá sequência aqui aos nossos posts sobre obras clássicas lançadas neste mítico ano. Primeiro registro a gravar após o fim do programa da Jovem Guarda, na Record, o álbum, nascido no seio da tropicália, surgiu em momento difícil na vida pessoal do artista. Ele havia descoberto que o filho Dudu Braga II, o Segundinho, foi diagnosticado com glaucoma congênito.

Mesmo trazendo, en passant, ressonâncias do trabalho anterior, o enérgico Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura (1967), em faixas como É Meu, É Meu, É Meu e Nem Mesmo Você, O Inimitável pegou fãs e críticos de surpresa com sua influência de black music e letras românticas maduras. Prova disso, é a faixa de abertura Eu Não Vou Deixar Você Mais Só, de Antônio Marcos. Uma pérola.

Pode-se dizer que a história do disco começou com a canção Madrasta, escrita pela dupla Beto Ruschel e… Renato Teixeira, uma das duas músicas que escreveram para o festival da canção da TV Record naquele ano de 1968. A ideia era que a faixa fosse defendida por Taiguara ou Silvio César, mas o diretor do Festival, Solano Ribeiro, tinha uma escolha diferente.

“O que vocês acham de Roberto Carlos defender esta canção?”, sapecou à queima-roupa.


Após certa resistência, pelo menos por parte de Ruschel, eis que naquela noite de quarta-feira, 18 de novembro, debaixo de vaia estridente, Roberto Carlos subiu ao palco do Teatro Record. Acompanhado por quarteto de cordas e flautas e um nervoso Beto Ruschel ao violão, não se intimidou. A canção não ficou nem entre as cinco colocadas, para revolta do cantor, mas ganhou espaço no álbum que marcaria uma nova fase na carreira do artista.

“Nós queremos dizer para você que Roberto Carlos cantando Madrasta é o primeiro fruto do tropicalismo. Você e Beto criaram uma canção tropicalista”, disse um entusiasmado Gilberto Gil, logo após o festival, em encontro com os compositores da canção, em seu apartamento, no centro de São Paulo. “De fato, a gravação de Roberto Carlos não destoaria se fosse uma das faixas do álbum-manifesto Tropicália, lançado naquele ano de 1968”, escreve o jornalista e escritor Paulo César de Araújo na biografia proibida Roberto Carlos em Detalhes.

Reconhecimento tardio
Uma das primeiras músicas de O Inimitável a estourar foi Se Você Pensa. Rock pancadão visceral cantado cheio de raiva e com arranjo de metais vibrantes tocado pelo RC 7, a mítica banda de Roberto Carlos. Com sua letra direta e envolvente, logo a canção estava na voz de grandes nomes da época, de Elis Regina a Wilson Simonal, pondo fim ao embate não apenas entre a turma da MPB e do iê, iê, iê, mas do preconceito contra a dupla Roberto e Erasmo.

“Se Você Pensa é uma das canções mais lindas que já foram feitas no Brasil”, admitiria Caetano Veloso anos mais tarde ao biógrafo Paulo César de Araújo. “E eu fiquei numa fúria, ainda mais irado, por causa do preconceito que havia contra Roberto Carlos. Na hora, disse para Dedé: ‘Esse pessoal que está botando banca não tem o décimo do talento desse cara'”, reconheceria o baiano.


Outro grande sucesso do disco cinquentão, As Canções Que Você Fez Pra Mim, foi motivada pela dor de cotovelo do amigão Dedé, então baterista do RC 7. Amargurado com o fim do namoro com a cantora Martinha, ele foi convencido pelo rei a passar uns dias em seu sítio, no interior de São Paulo, onde era aplacado pelas lembranças das canções de amor que a namorada lhe dedicava. Sensibilizado com o romance que não deu pé e com a solidão do amigo, Roberto pegou o violão numa noite e escreveu a canção que já nasceu clássica.

“Isto é como se você estivesse lembrando para a Martinha, tudo aquilo que ela lhe dizia nas canções que fez para você”, explicou Roberto Carlos numa bela manhã, após o café.

Escrita por Getúlio Cortes – compositor de vários sucessos de Roberto Carlos – em parceria com Renato Barros, líder do Renato e Seus Blues Caps, mas creditada ao seu irmão, Paulo César Barros, num contrato de camaradagem fraterna, O Tempo Vai Apagar teve melodia inspirada num clássico barroco do rock, A Whiter Shade Of Pale, gravado pelos ingleses do Procol Harum, em 1967. Reza a lenda que o rei só aceitou gravá-la depois de ouvir a introdução criada pelo tecladista Lafayette, chupada da canção original. É só comparar.


A força contagiante do soul e do funk, com metais pulsantes e poderosa cozinha conduzida por baixo e bateria à frente, marca o som de três hits do disco: Não Há Dinheiro Que Pague (Renato Barros), Ciúme de Você (Luiz Ayrão) e Eu Te Amo, Eu Te Amo que, com levada gospel hipnotizante no refrão, viria a ser um dos maiores sucesso da dupla Roberto e Erasmo Carlos.

No ano seguinte, com canções mais confessionais carregadas de belos arranjos orquestrais e ainda com influência black, Roberto Carlos lançaria aquele que é considerado o seu maior trabalho pela crítica especializada. Mas essa é uma outra história…





Fonte:www.metropoles.com

março 02, 2018

Autor de hits de Roberto Carlos, Getúlio Côrtes lança primeiro álbum aos 80 anos


Nascido em 22 de março de 1938 na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Getúlio Francisco Côrtes – irmão de Gérson Rodrigues Côrtes, o cantor de funk conhecido como Gerson King Combo – se criou no bairro de Madureira, um dos berços do samba carioca, mas contrariou a lógica racista da época de que negro tinha que ser sambista ao entrar no mundo da música. Roqueiro pela própria natureza musical, Getúlio se associou nos anos 1960 à turma da Jovem Guarda e, com isso, teve músicas gravadas por Roberto Carlos, o rei da juventude daquela década.

A música de Getúlio que alcançou maior projeção na voz do cantor, sobrevivendo inclusive ao fim da Jovem Guarda, foi Negro gato (1965), gravada por Roberto em 1966, um ano após ter sido lançada pelo grupo Renato e seus Blue Caps no álbum Viva a juventude! (1965), e desde então revisitada por intérpretes como Marisa Monte. Mas são da lavra de Getúlio várias outras músicas gravadas por Roberto Carlos, com quem o compositor se enturmou em 1961, anos antes do estouro do cantor.

Entre essas músicas, há O feio (1965), Pega ladrão (1965), O gênio (1966), O sósia (1967), Quase fui lhe procurar (1968), O tempo vai apagar (parceria com Paulo César Barros, lançada por Roberto em 1968), Nada tenho a perder (1969), Uma palavra amiga (1970), Eu só tenho um caminho (1971) e Atitudes (1973).

Algumas dessas composições são repaginadas no álbum As histórias de Getúlio Côrtes na voz do autor, que esboçou carreira de cantor na década de 1960 ao formar o grupo vocal The Wonderful Boys. O disco foi gravado com produção musical de André Paixão, sob a direção artística de Marcelo Fróes.




Fonte:G1

fevereiro 18, 2018

Álbum de Erasmo após o fim da Jovem Guarda em 1968 volta em LP após 50 anos


A Jovem Guarda já era um movimento em agonia quando Erasmo Carlos gravou, no primeiro semestre de 1968, o quinto álbum solo. Quando o LP foi lançado, no último trimestre daquele ano interminável, o programa Jovem Guarda já tinha saído do ar e o Tremendão sentava à beira do caminho, perplexo, sem rumo profissional imediato.

Talvez por isso mesmo, Erasmo Carlos – o álbum gravado e lançado pelo cantor e compositor carioca pela extinta gravadora RGE – tenha sido um dos menos ouvidos da discografia do artista ao longo dos tempos. É este disco que volta ao catálogo via Polysom neste ano de 2018, no formato original de LP, 50 anos após o lançamento, com as mesmas 12 músicas da edição original.

Cinco dessas 12 composições – A próxima dança, Nunca mais vou fazer você sofrer, O maior amor da cidade, Senhor, estou aqui e Vou chorar, vou chorar, vou chorar – ostentam as assinaturas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, então em processo de retomada da parceria após briga que interrompera momentaneamente a produção da dupla. Sintomaticamente, nenhuma das cinco músicas se tornou um sucesso da lavra de Roberto & Erasmo.

Capa do álbum 'Erasmo Carlos', de 1968 (Foto: Divulgação)

Mais digna de nota é a dupla presença no disco do então desconhecido Tim Maia (1942 – 1998), colega de Erasmo na adolescência musical vivida no bairro carioca da Tijuca, onde eles formaram nos anos 1950, com Roberto, o efêmero, histórico e lendário conjunto The Sputniks. Além de ter feito os vocais de Baby baby (Santos Dumont), Tim é o compositor da música Não quero nem saber, uma das primeiras composições do futuro Síndico a ganhar registro fonográfico.

Precedido em junho de 1968 pelo compacto que apresentou a música Para o diabo com os conselhos de vocês (Carlos Imperial e Neneo), tentativa vã de evocar o rock que alavancou definitivamente a carreira de Roberto Carlos, Quero que vá tudo pro inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965), o álbum Erasmo Carlos perde no confronto com álbuns anteriores e posteriores do cantor, mas é retrato fiel das hesitações de Erasmo naquele momento de transição para o mundo adulto.





Fonte:G1 - Por Mauro Ferreira

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