setembro 19, 2020

A música do Brasil se reflete na tela da TV há 70 anos


 MEMÓRIA – Inaugurada no Brasil em 18 de setembro de 1950, data da transmissão que pôs no ar a pioneira TV Tupi, a televisão tem história indissociável da música do Brasil. Ao longo da década de 1950, o rádio ainda manteve a hegemonia na preferência popular e projetou rainhas e reis numa era em que a imagem ainda chegava a poucos lares do Brasil.

A partir dos anos 1960, tudo mudou e a TV adquiriu na vida do brasileiro a importância que conserva nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2020, data do 70º aniversário da TV no Brasil. Foi justamente na década de 1960 que a história da música do Brasil se afinou e se associou com a televisão.

Toda uma geração genial de cantores e compositores da MPB – Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo, Elis Regina (1945 – 1982), Gilberto Gil e Milton Nascimento, entre outros – surgiu e se projetou instantaneamente na segunda metade dos anos 60 na plataforma midiática dos festivais da canção, produzidos e transmitidos pelas principais emissoras de TV do Brasil.

A torcida por músicas e cantores nesses festivais era tão inflamada quanto a paixão do público que, na década seguinte, vibraria com os enredos das novelas. A gênese desse gênero de música rotulado como MPB está indissociável da história da TV. Da mesma forma, é impossível, por exemplo, dissociar da TV a ascensão de Roberto Carlos ao trono de Rei do povo brasileiro a partir de 1965.

Foi no comando do programa Jovem Guarda – estreado em agosto de 1965 e transmitido até 1968 – que Roberto foi entronizado como o Rei da juventude ao mandar tudo para o inferno, ditando modas e costumes. Nos anos 1970, já consagrado no posto de cantor mais popular do Brasil, o artista assinaria contrato de exclusividade com a TV Globo e passaria a fazer, a partir de 1974, especial anual que entraria para o cardápio do Natal do povo brasileiro. 

Capa do disco com a trilha sonora nacional da novela 'Dancin' days', exibida em 1978 pela TV Globo — Foto: Reprodução

Nessa altura, as novelas da TV Globo já tinham se tornado mania nacional e vinham dando o tom da música do Brasil com trilha sonoras que, a partir de 1975, influenciaram decisivamente as paradas, projetando músicas e cantores.

A força era tamanha que, em 1976, a exibição de novela ambientada no início dos anos 1960, Estúpido cupido, provocou onda de nostalgia que trouxe à tona as vozes e os sucessos de geração de cantores que incluía Celly Campello (1942 – 2003), Demetrius (1942 – 2019) e Sérgio Murilo (1941 – 1992), ídolos do então nascente universo pop nativo na fase pré-Jovem Guarda.

Dois anos depois, em 1978, outro furacão musical jogou o Brasil nas pistas da disco music, gênero impulsionado no Brasil pela novela Dancin' Days. Atração capaz de provocar a exposição e eventual explosão nacional de uma canção ou de um cantor da noite para o disco, as novelas deram o tom das paradas com trilha sonoras que venderam milhões de discos.

Mesmo com a segmentação do mercado da música, ter música tocando bem em novela de sucesso é fator decisivo na carreira de um artista, 70 anos após a transmissão inaugural da TV Tupi. Os tempos mudaram, a TV mudou, as plataformas já se multiplicaram, mas a música continua presente na TV, acompanhando essas mudanças.

O repertório pop funk sertanejo do programa SóTocaTop pode estar distante do requinte harmônico, melódico e poético da MPB de outrora, mas é o som ouvido pelo povo. O povo de um Brasil que hoje se emociona nas jovens tardes de domingo com cada criança fofa que se apresenta no The Voice Brasil Kids.

Enfim, a TV exibe as mudanças do mundo e da música, ajudando a formar o gosto musical do povo do Brasil, mas também se curvando às preferências de cada geração desse povo que, ao se impor no mundo, dita o tom de cada era. Boa ou ruim, a música do Brasil se reflete na tela da TV há 70 anos.






Fonte:G1

setembro 18, 2020

Nos 70 anos da televisão, 70 lembranças muito pessoais

 Nesta sexta-feira (18/09/20), faz 70 anos que a televisão chegou ao Brasil.



Segue uma lista de 70 lembranças da minha relação com esse aparelho que um dia foi chamado de máquina de fazer doido.


Um episódio qualquer de Lassie. A lembrança mais remota.


O velho comercial da Varig com música de Caetano Zama.


Redenção. A primeira novela. Dois anos de sofrimento.


Elis Regina e Jair Rodrigues no Fino da Bossa.


Roberto Carlos e a Jovem Guarda.


O festival de MPB de 1967. Caetano, Gil, Chico e Edu.


Chanchadas da Atlântida exibidas à tarde. Oscarito e todos os outros.


Jeannie é um Gênio e O Túnel do Tempo e Batman e Perdidos no Espaço. As séries que o tempo consumiu.


Antônio Maria. A segunda novela.


Ser televizinho. Garotos e garotas de 2020 nem sabem o que é isso.


O Grande Segredo. Lembrança remotíssima de uma novela com Glória Menezes.


A chegada do homem à Lua, 1969. Ao vivo. Absolutamente inesquecível.


A Copa do México, 1970. Ao vivo. Ver Pelé jogando.


O resgate dos astronautas da Apollo 13. Ao vivo, no meio da tarde.


A primeira imagem a cores, 1972. Numa vitrine no centro da cidade. Passava A Volta ao Mundo em 80 Dias.


Estúpido Cupido. Do preto e branco para a cor no último capítulo.


A censura a Roque Santeiro.


O Bem Amado. Dias Gomes, Paulo Gracindo.


Pecado Capital. “Dinheiro na mão é vendaval…”


O Astro. Quem matou Salomão Hayalla?


Escrava Isaura. “Vida de negro é difícil…”


Sábado Som. Nelson Motta. Pink Floyd em Pompeia.


Os especiais de Roberto Carlos. Nossos natais.


O encerramento do Jornal Hoje. “Pombo correio, voa ligeiro…!”


As entrevistas de Leda Nagle no Hoje de sábado.


O Papa é polonês! A eleição de João Paulo II.


Crítica e Autocrítica. Na Bandeirantes.


MPB 80. A volta dos festivais.


O Jornal Nacional do assassinato de John Lennon, 1980.


João Paulo II no Brasil. João de Deus.


A morte de Elis Regina. Na Bandeirantes.


Conexão Internacional. Caetano Veloso entrevista Mick Jagger. Na Manchete.


O comício das diretas na Candelária, 1984. Nos telejornais.


A eleição de Tancredo Neves, 1985.


O primeiro Rock in Rio. “Pro dia nascer feliz…”


A agonia de Tancredo. Os plantões de Carlos Nascimento.


O plantão da morte de Tancredo.


A primeira vitória de Senna.


Chico e Caetano. Especiais na Globo.


Primeira Exibição. Noites de sábado.


Sessão Coruja. Preciosidades na madrugada.


Perdidos na Noite. Fausto Silva antes de Faustão.


Chico Maria na TV Borborema. Confidencial.


TV Cabo Branco. A televisão demora, mas chega a João Pessoa. Janeiro de 1987.


Brega e Chique. Um elenco inacreditável.


Vale Tudo. “Brasil, mostra a tua cara…”


“Quem matou Odete Roitman?”


Anos Dourados. Sonhos brasileiros.


Collor X Lula. O debate.


O dia seguinte: a edição do debate.


Ronaldo X Wilson. O primeiro grande debate da televisão paraibana.


Anos Rebeldes. Os anos de chumbo na TV.


O impeachment de Collor. A votação na Câmara, ao vivo.


A morte de Ayrton Senna. A Brasil sob comoção.


“É tetra! É tetra!”. Mas nada se compara ao tri.


O anúncio do Plano Real.


Monforte e Ricúpero, a televisão e o processo eleitoral. Uma conversa que não podia ser captada.


A posse de FHC. Um sociólogo na presidência.


Augusto dos Anjos. Um poeta é o Paraibano do Século.


O atentado às torres gêmeas. 11 de setembro de 2001. O mundo em choque diante da televisão.


A posse de Lula. Um operário na presidência.


A eleição de Obama. Lágrimas na madrugada da vitória.


A posse de Obama. Um negro na Casa Branca.


A posse de Dilma. Uma mulher na presidência.


O Papa é argentino! A eleição de Francisco.


Junho de 2013. Os protestos nas ruas do Brasil. Tardes e noites diante da televisão.


A direita enche a Paulista contra Dilma. Algumas tardes de domingo na Globonews.


“Tem que manter isso, viu?”. Temer é flagrado com a mão na massa. Ou melhor: é gravado. No Jornal Nacional.


A posse de Bolsonaro. Dizer o quê?


O Brasil na pandemia. Muitas edições do Jornal Nacional.






Fonte:jornaldaparaiba.com.br

setembro 15, 2020

Roberto Carlos não se envolve com política, mas fez música para Caetano Veloso depois de visitá-lo no exílio em Londres

 Domingo (13) à noite, vi Caetano Veloso numa longa entrevista na Globo News, a propósito do filme Narciso em Férias, documentário sobre sua prisão pela ditadura militar.

Durante a entrevista, foi mencionada por Artur Xexéo a visita que Roberto Carlos fez a Caetano em seu exílio londrino. Depois da visita, o Rei compôs uma canção para o amigo.

Já contei essa história, mas conto de novo porque ela não deve ser esquecida.


Um pouco antes do Tropicalismo, Maria Bethânia sugeriu a Caetano Veloso que prestasse atenção em Roberto Carlos e na Jovem Guarda. Ele conta, no livro de memórias Verdade Tropical, que “Bethânia, cujo não alinhamento com a Bossa Nova a deixava livre para aproximar-se de um repertório variado, me dizia explicitamente que seu interesse pelos programas de Roberto Carlos se devia à vitalidade que exalava deles, ao contrário do que se via no ambiente defensivo da MPB respeitável”. Caetano seguiu o conselho da irmã e incorporou a vitalidade que Bethânia enxergava em Roberto e na Jovem Guarda ao Tropicalismo, o movimento que, em 1968, lideraria ao lado de Gilberto Gil.

Sempre que voltamos aos tropicalistas, identificamos em Gil o interesse pela música nordestina, fruto, sobretudo, da temporada que passou no Recife pouco antes de se transformar num artista de dimensão nacional. O vínculo com Roberto Carlos e a Jovem Guarda deve ser atribuído a Caetano. É ele, afinal, que costuma mencionar a influência que o Rei exerceu no momento em que o Tropicalismo foi esboçado. Foi ele que mais assumiu uma postura de valorização do trabalho de Roberto Carlos, arriscadíssima no universo resguardado da esquerda pós Bossa Nova. A gratidão de Roberto seria traduzida numa canção.

Preso (junto com Gil) em dezembro de 1968, depois confinado em Salvador e, finalmente, exilado na Inglaterra por dois anos e meio, Caetano Veloso, um dia, recebeu a visita de Roberto Carlos na sua casa em Londres. “Roberto veio com Nice, sua primeira mulher, e nós sentimos nele a presença simbólica do Brasil”, relata em Verdade Tropical. Caetano lembra que, “como um rei de fato, ele claramente falava e agia em nome do Brasil com mais autoridade (e propriedade) do que os milicos que nos tinham expulsado, do que a embaixada brasileira em Londres e muito mais do que os intelectuais, artistas e jornalistas que a princípio não nos entenderam e nos queriam agora mitificar: ele era o Brasil profundo”.

Durante a visita, Roberto Carlos levou Caetano às lágrimas quando, ao falar do seu novo disco (o LP que começa com As Flores do Jardim da Nossa Casa, lançado no Natal de 1969), pegou o violão e cantou As Curvas da Estrada de Santos, “dizendo, sem nenhuma insegurança, que iria nos agradar”. Caetano recorda que “essa canção extraordinária, cantada daquele jeito por Roberto, sozinho ao violão, na situação em que todos nós nos encontrávamos, foi algo avassalador para mim”. E diz que usou a barra do vestido preto de Nice para assoar o nariz e enxugar as lágrimas, enquanto, com ternura, o Rei o chamava de bobo. Roberto Carlos voltou para o Brasil pensando em Caetano e o homenageou com uma canção.

A música é Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos, lançada no final de 1971 no disco que tem Detalhes. Na época, pouca gente sabia que a canção havia sido composta para Caetano Veloso e falava do dia em que ele retornaria ao Brasil. A maioria achava que a letra era sobre uma mulher. A tristeza de um exilado que desejava voltar não fazia parte das conversas dos fãs do Rei. Do mesmo modo que a esquerda não atribuiria a Roberto Carlos a disposição de dedicar uma música a um artista que havia sido preso e mandado para fora do país. O seu distanciamento da MPB engajada parecia assegurar que ele não agiria assim.

“Uma história pra contar de um mundo tão distante” ou “você olha tudo e nada lhe faz ficar contente/você só deseja agora voltar pra sua gente”. Ou ainda: “você anda pela tarde e o seu olhar tristonho/deixa sangrar no peito uma saudade, um sonho”. Os versos soaram claros quando Caetano, aos 50 anos, na turnê do show Circuladô, revelou, afinal, a origem da canção.

No período mais duro do regime militar, Roberto fez música para um exilado e foi seu porta-voz ao gravar Como Dois e Dois. De um lado, o gesto solidário que vale por muitas canções engajadas. Do outro, o intérprete trazendo para o Brasil profundo o que Caetano sentia no exílio: “tudo vai mal, tudo/tudo é igual quando eu canto e sou mudo”.



Fonte: blogs.jornaldaparaiba.com.br


agosto 27, 2020

Vereadores aprovaram homenagem a Roberto Carlos

 Roberto Carlos. Rei e Cidadão Aquapedrense


O cantor e compositor Roberto Carlos receberá o título de Cidadão Aguapedrense, em reconhecimento e gratidão ao Rei por ajudar a divulgar o nome de Águas de São Pedro (SP), inclusive tendo composto uma de suas principais músicas na cidade. O projeto de decreto legislativo, de autoria do autoria do vereador Nelinho Noronha (PT), de concessão do título a Roberto Carlos, foi aprovado na segunda-feira (24), pela Câmara Municipal de Águas de São Pedro, durante sessão ordinária. Nelinho destacou que, na década de 1970, o Rei Roberto Carlos costumava se hospedar no hoje em dia 'Grande Hotel Escola Senac', no município de Águas de São Pedro (SP).


"As frequentes visitas do Rei atraíam turistas de todos os cantos do Brasil para a cidade, fomentando o Comércio, o Turismo e contribuindo imensamente para o crescimento turístico da Estância. Em uma dessas estadias, Roberto Carlos e Erasmo Carlos visitaram um sítio próximo ao 'Grande Hotel' e, juntos, compuseram a música 'Além do Horizonte", que retrata a paisagem desse pequeno município. O fato fora contado no livro ‘Minha Fama de Mau’, que é uma biografia do Erasmo Carlos", contou.

Para o vereador Nelinho, "é uma grande honra o município de Águas de São Pedro receber esse prestígio e servir de palco para inspirar um grande sucesso cantado até hoje pelo Rei da Música Romântica Brasileira, conhecido internacionalmente". "A contribuição do cantor Roberto Carlos Braga à nossa cidade marca até os dias atuais, tornando-se, assim, importante peça da história e progresso de Águas de São Pedro (SP), razão pela qual reúne motivos para ser agraciado com o título de Cidadão Aguapedrense", defende.


Na justificativa da propositura, Nelinho ressaltou que Roberto Carlos é um cantor e compositor brasileiro, que, inclusive, carrega o título de O Rei da Música Romântica Brasileira, tendo sido o líder do movimento musical chamado Jovem Guarda, que surgiu nos anos 1960 e em parceria com Erasmo Carlos, compôs inúmeros sucessos.

Roberto Carlos Braga nasceu em Cachoeiro do Itapemirim (ES), no dia 19 de abril de 1941. Filho do relojoeiro Robertino Braga e da costureira Laura Moreira Braga, iniciou sua carreira de cantor solo no final da década de 1950, tornando-se, mais tarde, o rei da Música Romântica no Brasil.

Com Erasmo Carlos, iniciou sua maior parceria musical. Em 1961, lançou seu primeiro LP, 'Louco por Você'. Em 1963, com o disco 'Parei Na Contramão', com as músicas 'Splish Splash', 'O Calhambeque' e 'É Proibido Fumar', iniciou sua carreira de grande sucesso e não parou por aí. “Dentre os vários sucessos de Roberto Carlos, um se destacou em nossa Estância, a música 'Além do Horizonte', criada em parceria com o cantor e compositor Erasmo Carlos”








Fonte:gazetapiracicaba.com.br

agosto 25, 2020

Deputada Teresa Leitão dá parecer favorável a título de “Patrono do Brega” a Reginaldo Rossi

 Reginaldo Rossi

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) concedeu hoje (24), durante a reunião da Comissão de Constituição, Legislativa e Justiça (CCJ), parecer favorável ao título de “Patrono do Brega” para o cantor Reginaldo Rossi, falecido em 2013.

Teresa declarou sua aprovação e reiterou a importância de uma homenagem ao cantor, tão influente em Pernambuco durante sua carreira. “O título é muito bem concedido no sentido da identidade que Reginaldo tinha com o brega, que traz poesia e uma real leitura do cotidiano”, pontuou.

Durante a discussão, os deputados Aloísio Lessa e Waldemar Borges declararam apoio ao título concedido. Waldemar Borges lembrou da participação de Rossi em Comícios pela Democracia e que ele também prestou relevante serviço com suas mensagens anti-machista e anti-drogas.

Rei do Brega

Reginaldo Rossi
O artista ganhou o título de “Rei do Brega” graças a músicas como “Garçom”, que falam de amor e traições. Compositor de linguagem popular, ele também é autor de sucessos como “A raposa e as uvas”, “Leviana” e “Recife minha cidade”. Ele dizia que foi o primeiro na cidade a usar calça sem pregas. “Passava na rua e os caras gritavam: ‘Wanderléa! Olha a Wanderléa!’ E depois todo mundo usava”, contou certa vez.

Apesar do jeito extrovertido nas entrevistas e apresentações, se dizia avesso à fama. “Eu sou muito tímido. Essa coisa que eu faço, que requebro no palco, canto ‘Garçom’, o corno e tudo mais, é para enganar minha timidez”, afirmou recentemente em entrevista ao programa Bom Dia Pernambuco.

Nascido no Recife, em 1944, Reginaldo Rodrigues dos Santos começou a carreira na esteira da Jovem Guarda, na década de 1960, imitando Roberto Carlos. Antes, estudou engenharia civil e chegou a dar aulas de matemática. Ele faria 70 anos em fevereiro.

Quando trocou a sala de aula pelos palcos, optou por cantar rock no Nordeste e comandou o grupo The Silver Jets. Em 1966, lançou seu primeiro LP, “O pão”. Somente em 1970, pela gravadora CBS, estreou em disco, com o LP “À procura de você”, afastando-se do rock e passando a apresentar um repertório brega-romântico, do qual se tornou ícone.

Entre seus maiores sucessos estão, além de “Garçom” (1967), “A raposa e as uvas”, “Em plena lua de mel” e “Leviana”. Ele continuava fazendo shows pelo Brasil, apresentando o mais recente álbum, “Cabaret do Rossi”. Nos dias 21 e 22 de novembro, tocou no Manhattan Café Teatro, na capital pernambucana.

Diversos músicos lançaram no ano 2000 um tributo ao artista, intitulado “ReiGinaldo Rossi”. O disco tinha releituras de canções de Rossi cantadas por artistas como Lenine, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Eddie, Dolores, Paulo Francis, Querosene Jacaré, Comadre Fulozinha, Stela Campos, Via Sat, Devotos, Otto e Mundo Livre S/A. O cantor pernambucano Silvério Pessoa, por exemplo, criou uma banda, a Sir Rossi, que dá novas roupagens às canções do artista.

Rossi dizia que só no Brasil é que existe essa história de brega e chique. “Os cantores no mundo todo querem fazer sucesso. As letras são as mais simples possíveis, as harmonias [também]”, comparou. “Claro, existem eruditos para uma pequena classe. No Brasil, em que o povo em geral não teve acesso à educação musical mais refinada, isso é válido: tem que ter Chico [Buarque], Gal [Costa], Caetano [Veloso], e tem que ter Amado Batista, Zezo dos Teclados, Faringes da Paixão e Reginaldo Rossi”.







Fonte:jornaldecaruaru.com.br



agosto 16, 2020

Origem do rock

 Os primeiros sinais do nascimento do rock apareceram já na década de 40. Estilos como jazz, folk, country e R&B se mesclavam e produziam o que daria lugar ao rock. Artistas como Sister Rosetta Tharpe, por exemplo, já davam as primeiras notas do ritmo.

Foi com o início do sucesso de Elvis Presley, considerado ainda o hoje o Rei do Rock, que o gênero ganhou notoriedade. Branco nascido em Memphis, no Tennessee, Elvis cantava na igreja e foi influenciado pelas raízes do blues na música religioso. Além disso, era fã assumido de Sister Rosetta.

Um dos motivos que ajudou na popularização de Elvis e do ritmo foi o cinema. Filmes como O Selvagem e Juventude Transviada investiam na atitude rebelde proposta pelo ritmo.

Foi também durante esse período que a guitarra elétrica foi criada. Desde sua invenção, o instrumento esteve associado diretamente ao gênero.




Fonte: segredosdomundo.r7.com

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