novembro 13, 2013

Eduardo Araújo “O Bom” da Jovem Guarda celebra 50 anos de carreira

Radicado em São Paulo há cerca de três décadas, o mineiro Eduardo Araújo chega a Belo Horizonte para lançar o seu novo disco, “Lado a Lado”, e gravar o seu primeiro DVD hoje, no Grande Teatro do Sesc Palladium, com previsão de lançamento para o ano que vem. O projeto pretende celebrar os 50 anos de carreira do músico, cuja intenção é circular o país a partir de 2014. Antes disso, Araújo diz ter feito questão de começar a jornada na cidade onde, recorda ele, teve início a sua trajetória artística.

“Eu achei que deveria fazer esse show no lugar onde comecei. Foi em Belo Horizonte, durante a década de 1960, que dei os meus primeiros passos. Depois, fui para o Rio de Janeiro”, afirma Eduardo Araújo.

Nascido em Joaíma, na região do Vale do Jequitinhonha, ele ganhou maior projeção ao integrar a Jovem Guarda, produzindo sucessos, como “O Bom”, gravado em 1967. No entanto, a passagem pelo rock naquela época, e também pelo soul nos anos seguintes não o afastou de sua ligação com a música caipira, cultivada por ele há muito tempo e aqui representada por alguns convidados com quem divide o palco, a exemplo de Sérgio Reis e Renato Teixeira.

“Eles vão estar comigo especialmente para participar dessa gravação do DVD. Além de Sérgio Reis e Renato Teixeira, vai estar também ao nosso lado a dupla Victor e Léo, acolhendo as diferentes gerações que representam esse gênero musical”, ressalta.

Araújo, ao avaliar o próprio percurso na música, não vê, assim, uma descontinuidade entre o que fazia no rock anteriormente com a sua fase atual, mais próxima do universo country. “Eu sempre usei as raízes da música popular brasileira, como a caipira ou aquela de uma tradição folclórica mescladas a elementos do rock. Minhas músicas já falavam dessa relação com o campo, o que naturalmente me levou à country music, seara em que estou me dedicando hoje”, relata o músico.

“Não acredito que tenha deixado o rock para trás. Eu tenho neste novo CD, por exemplo, algumas faixas que são mais românticas e outras que têm uma pegada mais pesada. Eu chamo o estilo das últimas de country rock”, completa.

Sobre o novo álbum, ele detalha que apresenta algumas releituras de composições conhecidas e dá visibilidade ao seu repertório de inéditas. “Entre as mais recentes eu mostro ‘Mulher Brasileira’ que é uma homenagem a nossas mulheres. Há também ‘Rolar na Grama’ que representa bem esse estilo que citei, o country rock. Depois vem algumas mais românticas, por exemplo, ‘Lado a Lado’, que dá título ao CD. Outras eu trago de volta com novos arranjos. É o caso de ‘Um Violeiro Toca’ e ‘Amizade Sincera’, de Renato Teixeira. ‘Menino da Gaita’ e ‘O Filho Adotivo’ são outras duas de Sérgio Reis que também estão no show”, diz Araújo.

Afinado com o estilo música que tem grande espaço nos Estados Unidos, ele conta ter feito uma parceria com o grupo norte-americano Bellamy Brothers, e que contou com o apoio de produtores daquele país para finalizar a gravação do novo disco. “Eu fiz amizades e mantenho contato com várias pessoas de lá. Hoje, especialmente com as vantagens da internet, isso ficou muito mais fácil. Às vezes eu gravava a voz aqui e enviava o material para os músicos acrescentarem parte dos instrumentos. Tivemos a preocupação de fazer uma coisa bem autêntica e quem for ao show vai poder observar isso e a qualidade do trabalho”, garante.



Agenda

o quê. Show de Eduardo Araújo

quando. Hoje, às 21h

onde. Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, centro)

quanto. De R$ 70 a R$120 (inteira)


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