março 03, 2013

O romantismo das baladas na jovem guarda


Antes mesmo de ser reconhecida como um movimento, a Jovem Guarda já existia. Vários sucessos desde o início dos anos 60 traziam os elementos estéticos que predominariam nas canções identificadas com o gênero a partir do lançamento do programa televisivo em 1965.

Em 1964, quando Roberto Carlos gravou “É Proibido Fumar”, composição dele e Erasmo Carlos, a sonoridade e os temas da Jovem Guarda estavam todos ali presentes. Os versos trouxeram a sensualidade, a rebeldia e os pequenos desacatos que caracterizaram boa parte dos rocks mais agitados do gênero.

Mas nem só de rock viveu a Jovem Guarda. Uma de suas vertentes mais importantes foi composta por baladas românticas como na canção “De Que Vale Tudo Isso” que fez parte da trilha sonora do filme “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, lançado em 1967. Versos sobre amores românticos idealizados, exagerados e muitas vezes melodramáticos marcaram as baladas do movimento.

Essas características das baladas românticas jovenguardistas se estenderiam para a canção popular nos anos 70. Elas ajudaram a definir a estética da música brega que emergiu naquela década tendo à frente vários ídolos da Jovem Guarda, como Wanderley Cardoso e Antonio Marcos. Seja com rocks ou baladas, um dos segredos do sucesso da Jovem Guarda foi a capacidade de suas canções possibilitarem uma comunicação direta e de fácil compreensão por parte das classes mais populares.




Um comentário:

  1. Eu só deste tempo da jovem guarda,foi e sempre será a época mais linda e mais romanticas,com suas belas canções,curto até hoje musicas dos anos 60,70,80,não existe nada igual,que saudade dos bons cantores que tinha.

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