dezembro 27, 2012

Banda Rolling Stones lança documentário inédito


“Eu quero ser músico. Hoje eu não sou músico, eu apenas toco numa banda”, afirma Keith Richards em uma das cenas do documentário “Charlie Is My Darling”, sobre uma pequeníssima turnê da banda The Rolling Stones pela Irlanda em 1965, logo após o estouro mundial da música “(I Can’t Get) Satisfaction”.

Dirigido por Peter Whitehead e lançado só agora, como comemoração pelo cinquentenário do grupo, o filme é marcante por explorar os medos, os desejos e os pensamentos do quinteto que, na época, já disputava com os Beatles o título de maior banda de rock do mundo.

A frase dita por Richards é apenas um exemplo dos vários momentos de autoanálise dos músicos, durante este tesouro guardado há 47 anos por questões de direitos autorais.

Transformação

Neste primeiro filme sobre a banda, Mick Jagger desfila pequenas reflexões sobre o turbilhão em que haviam entrado. “Se você ouvir velhas canções populares, poucas delas realmente significavam alguma coisa ou tinham qualquer relação com o que as pessoas estavam fazendo”, diz Jagger em um dos momentos do filme.

O cantor tinha real noção da revolução artística que estava acontecendo exatamente naquele momento.

Filmado com câmera na mão e editado com uma dinâmica tão acelerada quanto os próprios Stones, “Charlie Is My Darling” é bastante revelador sobre o temor que o quinteto tinha sobre a multidão apaixonada e barulhenta que o acompanhava a todos lugares – há, inclusive, uma cena em que fãs sobem ao palco para abraçar seus ídolos e provocam uma grande confusão.

Quem assiste ao documentário entende com ainda maior clareza porque os concorrentes Beatles decidiram parar de fazer shows no ano seguinte. A presença dos fãs era sufocante e a banda temia por alguma tragédia.

Corre-corre

Em um momento, Whitehead lembra a Richards de uma menina que teria quebrado as duas pernas em um corre-corre. Um prenúncio do que viria dali a quatro anos, no festival de Altamont, Califórnia, organizado pelos próprios Stones. Se esperava um novo Woodstock, porém o evento entrou para a história pelo excesso de violência e por quatro mortes.

As entrevistas com Brian Jones, as imagens em que eles interpretam as brilhantes músicas do início da carreira – com um despojamento que inspiraria toda a história do rock –, os bastidores descontraídos (com direito a Jagger imitando Elvis Presley) fazem de “Charlie Is My Darling” um filme obrigatório para os amantes dos Stones.









Fonte:Cinthya Oliveira - Do Hoje em Dia

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado por nos dar o prazer da sua visita.
Seu comentario será publicado depois de moderado.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Blogger Templates