abril 11, 2013

A 'evolução' entre namorar e ficar



A evolução é uma coisa no mínimo intrigante e se faz presente em tudo, não apenas no aspecto físico da espécie humana, mas também em muitos setores de nossas vidas, como no namoro, por exemplo.

Já houve a época em que a mocinha ficava romanticamente à janela, e o seu admirador lhe fazia lindas serenatas, já nos anos 60 uma voltinha na lambreta do namorado e olha la, minutos contados.

Geralmente os pais escolhiam os companheiros para os seus filhos. Depois os casais conquistaram o namoro vigiado no portão, com hora marcada, o qual não ia além de leves toques de mãos.

Era uma fase de grande emoção, beijinhos às escondidas. Em seguida, veio o direito de atravessar o portão e se instalar no sofá da sala. Em muitos casos, beijo na boca era só depois do casamento. A moça tinha horário certo para voltar do baile, para onde só podia ir acompanhada de um parente mais velho.

Por volta dos anos 60 surgiu o famoso "é proibido proibir”...  e o sexo acabou banalizado pela facilidade em consegui-lo.

As pessoas começaram a querer "experimentar" ou fazer um "test drive" nas outras pessoas antes de assumir um compromisso. Diante disto, surgiu o "fica", onde o relacionamento já começa com prazo de validade prestes a vencer, às vezes em algumas horas.

Numa só noite “ficam” com o maior número possível de parceiros e acham essa prática perfeitamente natural, já que a própria sociedade tem colaborado para massificar e generalizar esse conceito como uma verdade absoluta e característica imprescindível do adolescente.

Com os novos tempos, os encontros virtuais facilitados pela internet mudaram ainda mais os comportamentos.Termos novos são criados, termos antigos são reinterpretados. Não há verdades absolutas e sim opiniões e verdades particulares. Enquanto há casais que mal começaram a namorar e já estão se casando. Outros vivem relações de dois, quatro, até dez anos, antes de subirem ao altar. Os namorados podem passar a noite juntos e pode rolar sexo logo no primeiro encontro.

Enfim, existe uma pluralidade de modos de envolvimento, alguns moderninhos e outros mais tradicionais.É impossível que as coisas voltem a ser como antes. Percebemos um nítido desequilíbrio entre o aumento da liberdade e da responsabilidade. As relações interpessoais são descompromissadas e se estabelecem de maneira cada vez mais superficial. Na verdade, hoje é muito fácil encontrar alguém, difícil é manter o relacionamento.  Será evolução mesmo .?








Fonte: Informações http://elo.com.br

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