abril 17, 2013

Os desbravadores do rock brasileiro


Quando a Jovem Guarda entrou no ar, naquele inesquecível 22 de agosto de 1965, e as tardes de domingo ficaram mais jovens, o cenário do Movimento era só um: Roberto Carlos era O Rei; Erasmo Carlos, o Tremendão; Wanderléa, a Ternurinha. Wanderley Cardoso era O Bom Rapaz; Eduardo Araújo, O Bom; Jerry Adriani, o Italianíssimo; Martinha, o Queijinho de Minas, Rosimary, A Boneca Loira que canta; e Ronnie Von, o Pequeno Príncipe, numa irônica provocação da mídia ao Rei Roberto Carlos. Além dos ícones, rapidamente transformados em ídolos, integraram a Jovem Guarda, grupos de rock instrumental, duplas vocais e intérpretes que entrariam para a história do Rock brasileiro.

Programa Jovem Guarda aos domingos na TV Record

Intérpretes: Sérgio Reis, Ed Wilson, Boby Di Carlo (o do “Tijolinho”), Antônio Marcos, Paulo Sérgio e as cantoras Meire Pavão, Cleide Alves, Silvinha, Vanusa e Waldirene, a garota papo firme que o Roberto falou...

Grupos : The Bells, The Jordans, The Jet Blacks, Os Brasas, The Clevers (depois, Os Incríveis), Os Jovens, The Angels (depois, The Youngsters), The Brazilian Bitles, The Fevers.

Duplas e Grupos Vocais: Os Vips, Deny e Dino, Leno e Lílian, Tha Golden Boys, Renato & seus Blue Caps; Os Caçulas, Trio Esperança, Os Iguais (que revelou Antônio Marcos).

Os Iguais
Apolo, Marcelo, Antônio Marcos e Mário Lúcio

A Jovem Guarda teve sua geração de compositores como Getúlio Cortês (de “Negro Gato”, gravada por Roberto), Leno, Lílian Knapp, Carlos Imperial, Roberto e Erasmo, e Helena do Santos.

Mas, assim como a palavra de ordem era uma adaptação do “yeah,yeah,yeah” dos Beatles, a maioria dos sucessos da Jovem Guarda veio mesmo de versões de sucessos do rock americano, britânico, italiano e até japonês. Tudo, em função da rápida massificação e industrialização do Movimento. Os grandes versionistas foram Renato Barros, Rossini Pinto e Erasmo Carlos.


Os Youngsters

Entre as bandas, curiosamente, as principais eram egressas do rock instrumental e da surf music.
Os Youngsters, que gravaram com Roberto Carlos, o clássio É proibido Fumar, de 1964) eram The Angels, no início dos anos 60.

Esse também foi a trajetória de um grupo que começou em 1960 com o nome esquisito de Bacaninhas do Rock da Piedade e se transformou na principal formação musical da Jovem Guarda: Renato & Seus Blue Caps.

Os Incríveis, talvez a melhor reunião de bons músicos da Jovem Guarda, atendiam por The Clevers. Uma curiosidade que poucas pessoas sabem é que o grupo de rock brasileiro dos anos 70, conhecido por Casa das Máquinas, foi formado por alguns integrantes de Os Incríveis. Apesar de sintonizados com a Beatlemania que assolava o planeta, o iê-iê-iê compartilhava muito mais influências do que reproduzia o som dos Beatles.


Os Mutantes

A partir de 1966, quando alguns sucessos da Jovem Guarda chegaram a Portugal, França, Argentina, México e Uruguai, o Movimento conquistou uma enorme capacidade de multiplicação, fazendo brotar um novo grupo de guitarras em cada esquina. Era a “explosão das garagens”, onde as bandas de fundo de quintal saíam da toca para invadir os clubes sociais, rádios, televisões, aniversários e festas de igreja, e que logo estariam embarcando na viagem psicodélica dos americanos e ingleses, como foi o caso de um grupo formado por Rita Lee e os irmãos Sérgio e Arnaldo Dias Baptista, ou, simplesmente, Os Mutantes.

Embora considerados, até hoje, por grande parte dos críticos e historiadores, um bando de cafonas, apolíticos e alienados, os astros instantâneos, e as carreiras meteóricas, que formaram o universo da Jovem Guarda, ajudaram a forjar uma profunda e verdadeira identidade para o rock produzido no Brasil.

Entre as inesquecíveis canções que entraram para a história do Movimento, destacam-se clássicos, entre composições e versões, como:

Que vá tudo para o inferno – Roberto Carlos
Calhambeque – Roberto Carlos, versão para Road Hog, de John Loudermilk.
Festa de Arromba – Erasmo Carlos.
O Bom – Eduardo Araújo
Prova de Fogo – Wanderléa
Menina Linda- Renato & Seus Blue Caps, versão para I Should Have Know Better, dos Beatles.
Pensando Nela – Golden Boys, versão para Bus Stop, do The Hollies.
Pobre Menina – Leno & Lilian, versão para Hang on Sloopy, do The McCoys.
Coruja – Deny & Dino
Tijolinho – Bobby Di Carlo
Coração de Papel – Sérgio Reis
Eu Daria minha Vida - Martinha
Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones – Os Incríveis, versão de Era um regazzo che come me... do italiano Gianni Morandi.

Esses são sucessos que, pela sua originalidade, permanecem vivos, até hoje, seja através de regravações por seus intérpretes originais, ou através de covers de grupos atuais, que não cansam de prestar seu tributo aos desbravadores do rock brasileiro.

Mas a Jovem Guarda, muito mais do que um movimento, é uma paixão, eternizada na originalidade dos LP´s, nas prateleiras de colecionadores do mundo inteiro, que insistem em transformar suas tardes, em inesquecíveis “jovens tardes de domingo”.









Fonte: Informações http://natrilhadovinil.blogspot.com.br/

2 comentários:

  1. Mas o rock de verdade,das vertentes modernas como power metal,aos primórdios do heavy metal como o sabbath,são de autoria estrangeira.. sei lá´nunca consegui ver uma identidade real no rock nacional,sempre foi uma coisa copiada e genérica,é sério... com exceção dos mutantes ke tinham algo no iníçio,até se separarem e morrer tudo... sei ke vão me criticar,mas sou guitarrista e sei doke to falando.. o rock nacional é uma grande merda,na boa...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Óla,

      Obrigado por sua visita e comentário.
      Acho que não irão criticar não, podem não concordar, mas você foi sincero e isso é o que conta.

      Abraço

      Excluir

Obrigado por nos dar o prazer da sua visita.
Seu comentario será publicado depois de moderado.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Blogger Templates