maio 27, 2013

Roberto Carlos emociona público no Mineirinho em sua volta a Belo Horizonte


A tal história clichê de que quem é Rei nunca perde a majestade parece perfeita para “o cara”. Em um show sem grandes inovações, com um repertório mais do que esperado, Roberto Carlos ainda cria êxtase. Na noite desse sábado (25), por quase duas horas, fez a multidão esquecer a aventura enfrentada para vê-lo e ouvir suas canções. É que chegar até Pampulha foi difícil (nada que se compare ao trânsito da região em dia de ex-beatle, é claro). Pior ainda, foi garimpar um lugar para ver o Rei na arquibancada do Mineirinho.


Uma disputa acirrada e demasiadamente dura para quem já passou dos 50. Aliás, a grande maioria. Gente espremida até nas escadas de acesso. Pessoas sentadas no chão frio em dia gelado. Muitos em pé no parapeito. Brigas para enxergar. Discussões ácidas, não condizentes com a ocasião. Até na pista faltaram cadeiras. Superlotação. Será que era de fato o Mineirinho o estádio ideal para receber a produção?

Parece que o Rei advinha a saga e quer recompensar. Às 21h45, com 15 minutos de atraso, finalmente começa o show na capital mineira, com Emoções. A fórmula é a de sempre: acompanhamento de músicos impecáveis, antigos sucessos e carisma. A acústica duvidosa do Mineirinho é despistada pelo coral de milhares de vozes.

Um cenário simples no fundo do palco - pequenos pontos de luz simulam um céu de estrelas –  e uma iluminação bem produzida ajudam a compor o clima de romantismo. E não falta emoção. Mesmo extremamente previsível, Roberto Carlos faz chorar. Foi assim em “Nossa Senhora” , “O Portão” e “Como é Grande o meu Amor por você”. Ele tem o dom de fazer o piegas ficar bonito. Mãe e filhas se olham e retomam a ternura. Casais relembram o passado. O rei canta o amor. Mais que isso, o traz à tona.

A única novidade, de fato, ocorreu às de 22h55, com uma mostra do que será o CD lançado pela Sony  Music ainda neste ano. Algo que, segundo o próprio Roberto, nem ele nunca imaginou: Fera Ferida na batida da música eletrônica. Sensacional. Fora isso, os tantos sucessos... E diante da extensão deles, alguns acabam agrupados em forma de potpourri em dois momentos. O primeiro deles, com as românticas. Depois, os guardados da Jovem Guarda.

Mais do que esperado, o sucesso da novela “Salve Jorge”, de Glória Perez, “Esse Cara Sou Eu” foi entoado por milhares de pessoas. Bem melhor ao vivo com “o cara” do que nas cenas do folhetim global. No gran finale, "Jesus Cristo", para levantar todo mundo e abençoar também. Aos 72 anos, Roberto se reinventa no “mais do mesmo” e mantém todo o encanto de rei.









Fonte: O Tempo

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