outubro 14, 2012

Beatles continuam ocupando um lugar jamais alcançado na cultura pop

Os Beatles, nos anos 1960, com seus terninhos e cabelos com franjinha fora dos padrões da época

Meio século depois do lançamento do single “Love Me Do”, os Beatles continuam ocupando um lugar jamais alcançado na história da chamada “cultura pop”.

O dia 5 de outubro de 1962 marcou o início da trajetória daquela tranquila bola de neve que, saída de Liverpool, ganhou Londres, invadiu a Europa, chegou aos Estados Unidos e, logo a seguir, ao mundo inteiro, numa avalanche de música, comportamento, carisma e surpresas jamais vistas – antes ou depois – em nosso planeta.


Para entender bem esse quarteto formado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr é necessário ir um pouco além das notas musicais. Equipamentos de palco, como um P.A. por exemplo, não existiam. O Public Address (aquelas caixas instaladas no palco e que dirigem o som para a plateia) só existe porque existiram os Beatles. Foram inventadas para eles, tal a histeria armada em torno da banda.
E mesmo com potentes P.As instalados com capricho por técnicos britânicos, a Beatlemania – nascida logo após o lançamento de “Please Please Me” em 22 de março de 1963 – comprometeu vários shows, tornando o grupo inaudível, abafado por gritos incessantes e histéricos dos fãs.
“Os concertos dos Beatles não têm nada a ver com música. Eles são quase ritos tribais”, declarou Lennon no auge das ensandecidas recepções. A conjunção de arranjos e letras – em um nível também jamais visto e apresentando a dupla Lennon/McCartney como a melhor parceria do universo da música pop – a atitude, as frases saborosas e a imagem de “heróis de um novo tempo” embalada por uma indústria ágil, fizeram todos os olhos se voltarem para eles.
“Please Please Me”, o primeiro álbum, ocupou o topo do ranking na Inglaterra por inéditos sete meses e foi o grande responsável pela travessia dos Beatles para a outra margem do mundo.

A beatlemania na outra margem do mundo
A febre se tornou completa em 7 de fevereiro de 1964, quando o grupo participou do mais popular programa de auditório da televisão americana, o Ed Sullivan Show, transmitido ao vivo.
Com 73 milhões de espectadores, cerca de 40% da população americana da época, o programa, hoje comercializado como um DVD em vários países, continua a ser o mais assistido de todos os tempos nos Estados Unidos. A avalanche parecia não ter fim e os Beatles começaram a esquiar numa enorme fama, sem paralelo, entrando num ritmo frenético.
Exaustão
Entre julho de 1964 e agosto de 1966, gravaram cinco álbuns, compondo todas as canções enquanto faziam turnês ao redor do planeta. Mas, no final de 1966, a mesma Beatlemania que abasteceu de neve a montanha dos rapazes, fez com que eles desistissem de tocar ao vivo, exaustos deles mesmos e da imensa comoção pública.
A partir de 1967, a banda passa a se dedicar exclusivamente às gravações de estúdio.
Segundo a revista Rolling Stone, em um dia muito frio de janeiro de 1969, em que uma nevasca poderia até mesmo ajudar a aplacar o mal-estar do grupo, instalado em um também gelado Twichenham Film Studios, em Londres, os Beatles estavam acompanhados das piores pessoas com quem poderiam estar: os próprios Beatles.
Ali, o grupo passava a não existir mais como futuro. Na memória do chamado Fab Four (algo como os quatro fabulosos), apenas a lembrança da construção de uma saga – sem imaginar as interferências que nasceriam dali em diversos setores da vida daqueles jovens que tanto os amaram.






Fonte: Hoje em Dia

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