setembro 05, 2012

Roberto Carlos detalhes da vida do Rei


• Bolero de cowboy
Seu ídolo era o cantor paulista Bob Nelson (Nelson Perez), que se apresentava como cowboy. Roberto ia vestido de Bob Nelson na missa, com revólveres e tudo. Aos nove anos, de muletas, lá estava ele no Programa Infantil da Rádio Cachoeiro, cantando o bolero Amor y mas amor, de Bobby Capó. Logo começou a se apresentar em outros programas e a viajar pela região. Diante de tanto interesse, os pais o matricularam no Conservatório Musical de Cachoeiro do Itapemirim.




• A turma do Bar Divino
Roberto chegou ao Rio de Janeiro sonhando em cantar em alguma rádio, em março de 1956. Enturmou-se num grupo que freqüentava o Bar Divino, no bairro da Tijuca. Dessa turma faziam parte Erasmo Esteves (futuro Erasmo Carlos), Tim Maia, Jorge Ben, o tecladista Lafayette (futuro tecladista do RC 4), Wilson Simonal, Luiz Ayrão, os irmãos Renato e Paulo César Barros (do Renato e seus Blue Caps), Luiz Carlos e Liebert Ferreira (do The Fevers). Ou seja: a jovem guarda já estava lá.



• Elogios de João Gilberto
Quando ouviu João Gilberto pela primeira vez, Roberto abandonou o rock e passou a imitá-lo. Ele gravou o seu primeiro disco em 1959, poucos meses depois do revolucionário Chega de saudade, de João Gilberto, o que faz dele um precursor. O disco tem, de um lado, a música João e Maria (Roberto Carlos/Carlos Imperial) e, do outro, Fora do tom (Carlos Imperial). Roberto foi criticado na época, barrado pelo pessoal da bossa nova e esnobado pela MPB. O curioso é que João o viu cantar em 1959 e achou-o musical. Anos depois, no programa Fino da bossa, de Elis Regina, João Gilberto declarou: “É melhor tocar iê-iê-iê do que jazz retardado.”



• Sem sexo com Wanderléa
Despedido da gravadora Polydor e não aceito nas gravadoras Chantecler, Continental, RCA-Victor, Odeon, RGE, Copacabana e Philips, Roberto tinha na Columbia (futura CBS) a sua última esperança. Foi contratado como um novo João Gilberto e gravou um LP, Louco por você, que nem mostrava a sua foto na capa. Conheceu Wanderléa quando o estava divulgando em 1961 no bairro carioca de Cordovil. A “platéia” era composta por ela e mais duas pessoas. Roberto não perdeu tempo. Sapecou-lhe um beijo na boca, sendo que a sua cheirava à coxinha de frango (é a própria Wanderléa quem conta isso no livro). Um ano depois eram colegas de gravadora. Chegaram a namorar mais tarde, mas nunca tiveram relações sexuais, por mais que ele insistisse. No auge da Jovem Guarda, Wanderléa ainda era virgem.


• O amigo e inimigo Erasmo
Roberto estreou uma música de Erasmo Carlos na boate Plaza. De volta ao rock, ele foi o primeiro cantor brasileiro a dispensar a orquestra e gravar com um conjunto, apoiado por Evandro Ribeiro, diretor da CBS e produtor de todos os seus discos entre 1963 e 1983. A música escolhida foi Splish splash, versão de Erasmo, com quem logo comporia Parei na contramão, o primeiro sucesso. A partir daí os dois trabalharam e trabalham juntos até hoje. Mas durante um ano, em 1967, no auge do programa Jovem Guarda, eles nem sequer se falavam: Erasmo recebeu um prêmio de Melhor Compositor no programa de Wilson Simonal e esqueceu de citar o nome do parceiro. Quando no programa Jovem Guarda Roberto chamava ao palco “o meu amigo Erasmo Carlos”, eles estavam rompidos.


• Tremendão, primeira opção
O programa foi uma coincidência. A idéia da TV Record era reeditar a dupla formada pelos irmãos Celly e Tony Campello. O primeiro escolhido (na verdade a terceira opção da emissora) foi Erasmo Carlos, que fazia sucesso com Festa de arromba. Para acompanhá-lo, chamariam Wanderléa ou Rosemary. Foi de Erasmo a idéia de chamar Roberto. O publicitário Carlito Maia entrou com o nome Jovem Guarda, que alega ter extraído de um discurso do comunista Lênin (um dos tiranos da ex-URSS) – na verdade, era o nome de uma coluna do jornal Folha de S.Paulo. A marca Calhambeque, tirada da versão de Erasmo, foi criada para patrocinar o programa, já que nenhuma empresa havia se interessado.


• Festival de San Remo
Roberto ficou famoso vencendo o tradicional festival italiano de San Remo, em 1968, com Canzione per te, de Sergio Endrigo. Essa não foi a primeira vez que seu nome esteve ligado ao evento: ele já havia se recusado, em cima da hora, a participar no ano anterior porque pensou que estava sendo enganado. Voltaria em 1972 para cantar Un gatto nel blue, de Totó Sávio, que não se classificou.








• O mecânico vira músico
Roberto Carlos formou sua própria banda batizada com suas iniciais. Os primeiros integrantes foram o baterista Dedé, que era jornaleiro, o baixista Bruno, um mecânico que consertou seu carro em plena avenida São João, e o tecladista Wanderley, que se apresentou como guitarrista para conseguir a vaga. O maestro Eduardo Lages, substituto de Chiquinho Moraes, foi escolhido pelo critério Black & White (marca de uísque), segundo Luiz Carlos Miéle, co-diretor dos shows de Roberto. Foi Miéle que descobriu Lages numa boate de Ipanema.


• Quando agradece, xinga
Ao compor, Roberto evita certas palavras, usa a mesma cor de caneta, não faz setas nem rabiscos na página em que escreve. Chega sempre três horas antes do início de seus shows. Certa vez, foi quase detido em Miami porque parou na estrada para socorrer um sapo atropelado. Chegou também a transportar uma libélula machucada numa viagem de avião. Nunca cantou As rosas não falam, de Cartola, porque acha isso uma inverdade. Sempre que se curva para agradecer ao público, ele xinga baixinho, reza ou murmura coisas desconexas. Tem a mania de puxar para si o microfone desde o show no Canecão – o primeiro era da marca italiana Trimpine, de haste dobrável. Ele não gosta do número 13 e diz que todas as suas superstições nasceram na infância – o avô, um destemido cavaleiro, jamais vestia marrom, com medo de ser derrubado do cavalo.


• Rei sedutor
Além das três mulheres com as quais foi casado, Roberto sempre esteve bem acompanhado. Antes de Nice, ele namorou quatro anos Magda Fonseca, para quem compôs Não quero ver você triste e Quero que vá tudo pro inferno. Depois de Maria Rita, namorou Luciana Vendramini, atriz e modelo. Ambos sofrem de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

2 comentários:

  1. QUE COISA LINDA AMEI. E VOU DIVULGAR NO FACEBOOK,REVER ISSO É MATAR A SAUDADES QUE COM CERTEZA TODOS SENTEM DESSA ÉPOCA MARAVILHOSA,HEHEH TEMPO BOM,PARABÉNS PARA VC QUE FEZ ISSO ,AMEI AMEI AMEI,OBRIGADO.

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