agosto 18, 2012

A Jovem Guarda, o Mundo e a Década de 60




Os anos 60 foram anos de grandes interrogações e preocupações de pais, religiosos, conservadores, enfim, por todos que não estavam preparados para a grande mudança que chegava de forma arrebatadora! Quem poderia escapar?

Enquanto os pais, avós, colocavam um bolachão (vinil) na Vitrola com um som comportado de Dalva de Oliveira, Francisco Alves e até mesmo, a bossa maravilhosa de João Gilberto, os moços, digo, todos os brotos estavam eufóricos com o rebolado e o rock avassalador de Elvis Presley, e as letras eufóricas dos Beatles com seus instrumentos mágicos.



Começava um tempo novo para a juventude em todos os cantos do planeta. Era a Juventude mostrando sua cara, seus desejos outrora contidos, suas roupas coloridas e um sonho de amor e som. A revolução juvenil que estava tomando conta do mundo chegava com força no Brasil. As gravadoras precisavam tirar proveito comercial de tanta euforia, as emissoras de rádios e televisões teriam que se adequar ao fenômeno que com certeza garantiria muitas cifras e audiência.


Este era o cenário. Assustador para muitos, um sonho para tantos, mas era apenas o começo do que viria para mudar toda concepção de música já estabelecida,  seria o contrassenso mais absurdo, tão pouco provável para os que diziam ser apenas uma euforia que passaria como vento, tão logo ficaria apenas no passado como registro em alguma nota de crítica musical.

Contrariando todas as previsões, a música Jovem alcançou em cheio o coração dos Jovens. As gravadoras começaram a busca por músicos que tocassem o tal do Iê Iê Iê… Orquestras, músicos de outras notas e arranjos tiveram que entrar no ritmo contagiante, assim surgia um mercado que não parava de crescer. As contratações dos estúdios trouxeram para o mundo da música nomes inesquecíveis e canções que não morreram com o tempo e que hoje, depois de mais de 40 anos do movimento que mudou a história do disco, das canções, continuam tocando bem forte no coração dos sonhadores e de todos que admiram as melodias açucaradas que falavam de amor, de uma garota papo firme, de um broto legal e até mesmo das super festas de arromba! Em cada canto do mundo, como prova de que a Jovem Guarda continua mais viva que nunca, tem alguém, no instante em que você lê este texto, limpando a agulha da vitrola para ouvir um som dos anos 60.

Sempre que ouvimos no rádio, ou assistimos na tevê um grupo, cantor ou cantora de outro movimento, que finge cantar, sem saber o que está fazendo, que ataca nossa sensibilidade musical com palavrões e gemidos com nome de música! Nossos corações gritam: Help!  Onde estão os verdadeiros apresentadores e comunicadores que só tocavam música? Temos aqui no Rio de Janeiro um movimento muito forte com portas abertas no rádio e na tv. Com letras terrivelmente escritas, com interpretações inacreditavelmente pobres, com letras que chegam perto do esterco e que não podemos ouvir ao lado de nossos avós.  Pena que tem apresentador carioca que não incentiva a cultura verdadeira, que não investe seu tempo como parlamentar em melhorias para o ensino público, mas que incentiva todo lixo com nome de “música” em busca de votos.  Empurram pelas goelas de tantos jovens  essa contracultura em nome do voto. Que saudade da Jovem Guarda…. Do critério dos donos de rádio e emissoras de televisão que separavam o joio do trigo, buscando a qualidade para seus públicos.


Por tudo isso, estamos com o blog Nossa Jovem Guarda! Para você recordar, para quem quiser conhecer as canções que marcaram uma geração e que não deixam de estar em nossos lábios e corações.  Para você se emocionar.

Viva a Jovem Guarda!


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